BLOG MUSEU
DIGITAL DAS MALVINAS: UMA HISTÓRIA PÚBLICA DOS POPULARES URBANOS CAMPINENSES.
A história pública tem se expandido na Era
Informacional, sobretudo após a pandemia do covid-19 e como uma forma de
enfrentamento ao negacionismo científico. A criação desse blog “Museu digital
das Malvinas” está inserida nesse contexto de combates pela História. A
história de Campina Grande, bem como as histórias de outras cidades brasileiras
foram narradas de forma vertical, dando visibilidade aos moradores urbanos,
homens brancos, letrados e da elite local. Contar a história de um bairro
popular, como o bairro das Malvinas é assumir a proposta do historiador Walter
Benjamin, de uma história à contrapelo, dando visibilidade e audição aos corpos
invisíveis da cidade (SILVA:2017).
Nesse blog assumirão o palco das tramas
urbanas campinenses, os corpos femininos populares que ousaram realizar a
ocupação desse território e lutar por infraestrutura adequada para toda a
comunidade. Assumirão o palco da história local também, os homens populares que
participaram desse movimento social urbano, bem como os artistas desse bairro
que reinventam o seu cotidiano por meio das artes de fazer como a música, a
dança, o cordel, a arte de restaurar móveis, a arte de rezar e curar. Esse blog
está dando passagem às vozes e expressões dos moradores malvinenses de todas as
religiões e filiações ideológicas dando a ler o texto Malvinas, um bairro
cidade com mais de 80.000 habitantes com uma riqueza patrimonial material e
imaterial imensurável.
Na estrutura
organizacional do blog temos conteúdos temáticos referentes ao bairro das
Malvinas e um arquivo com diversas fontes documentais, tais como: fotografias,
recortes de jornal, atas de reuniões da associação comunitária, bem como
documentários, livros e vídeos para que outras histórias sobre as Malvinas
sejam contadas com temáticas diversas, de modo a qualificar e potencializar a
história pública contada por historiadores e não por negacionistas, dando
visibilidade à história de Campina Grande tecida por homens e mulheres
populares, rompendo com a hegemonia da narrativa histórica citadina elitista e
oligárquica.
Keila Queiroz e Silva
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